Doces Diálogos – Marília Macedo e Claudia Freixedas (flautas doces)

A Terça no Centro do dia 6 de maio apresentou peças dos séculos 20 e 21, escritas originalmente para duo de flautas doces.

Claudia Freixedas e Marília Macedo são graduadas em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), aperfeiçoaram-se em Flauta e Música Antiga no Conservatório Real de Haia, Holanda, e dedicam-se à educação musical, paralelamente à carreira de instrumentistas.

Programa
Felipe Kirst Adami (Brasil, 1977)
Pequena suíte para duo de flautas doces (deserto/corrente)
Eduardo Aleman (1922 – 2005)
A la sombra del bananero/ tábanos
Mathias Maute (1963)
Bixler beat
Breno Blauth (1931 – 1993)
Duo para flauta doce
Francisco Mignone (1897 – 1986)
2 cânones
Sergio Vasconcelos Corrêa (1934)
Moacaretá – música instrumental da tribo Tukano (5 temas indígenas)
Sergio Roberto de Oliveira (1970)
Echoes
Osvaldo Lacerda (1927 – 2011)
Dois duetos
Ryhoei Hirose (1930 – 2008)
Ode I
Guerra-Peixe (1914 – 1993)
Em duas flautas
Rafael A. dos Santos
Choro
Yves Pignot (1959)
Petite pour deux flûtes à bec
Fabio Rodrigues
Suíte da Mantiqueira
Agnes Dorwarth (1953)
Nachtvögel
Hans-Martin Linde (1930)
Music for a bird
Franz Müller Busch (1963)
Acht Einseitige Stücke
Mais sobre a flauta doce:
Um dos instrumentos musicais mais antigos que conhecemos – o homem de Neandertal já construía flautas a partir de ossos de animais -, a flauta esteve presente em diversas civilizações, utilizada em festas, rituais religiosos e outras ocasiões especiais.
A flauta doce alcançou seu apogeu em meados do século XVI, sendo amplamente usada como instrumento solo. No final do período barroco começa a ceder espaço à flauta transversal, por sua sonoridade mais potente, até praticamente desaparecer do cenário musical por volta de 1750.
No século XIX foi resgatada e difundida por meio do ensino. Na década de sessenta do século passado, pesquisadores iniciaram uma busca por novos timbres e sonoridades que resultaram na inserção desse instrumento no ambiente da música erudita contemporânea. Novos instrumentos, sonoramente mais potentes, surgiram para atender a esse novo repertório e à demanda de flautas doces modernas.
Créditos
Produção e edição: Marta Fonterrada
Locução: Rita Daher
Trabalhos técnicos: Chicão Santos


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